A tela que atravessa a porta da classe Como educadores, todos reconhecemos a mesma cena. O sinal toca, a aula começa, mas o clima da turma ainda vibra em uma trend do TikTok ou em um conflito mal resolvido no grupo de WhatsApp. É como se os muros da escola tivessem se tornado porosos: o que acontece no ambiente virtual vaza para o corredor, para o pátio e para o centro da nossa prática pedagógica, desafiando a nossa autoridade e o nosso equilíbrio emocional. O território digital deixou de ser um acessório. Ele é hoje um espaço de socialização profundo, irreversível e, muitas vezes, o lugar onde nossos estudantes constroem a própria identidade. Reconheço o cansaço que a vigilância constante impõe a você, professora, professor. Mediar essas tensões exige uma sensibilidade nova, capaz de compreender que a tela não é uma barreira, e sim uma ponte por onde passam afetos e, infelizmente, também violências. Lição 1: a faca de dois gumes das redes sociais As redes sociais operam em uma du...
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