Este artigo vai revelar as 5 ideias mais impactantes dessa nova visão, que está transformando a maneira como preparamos crianças e jovens para o século XXI
1. Acredite: a nova Educação Digital começa "desplugada"
Parece um contrassenso, mas um dos pilares da nova educação digital é a "educação desplugada"
Essa abordagem é especialmente crucial na Educação Infantil
Alinhada às recomendações de não expor crianças pequenas às telas (exceto de forma mediada e excepcional), a abordagem predominantemente "desplugada" nesta fase garante que o desenvolvimento cognitivo e social aconteça de forma lúdica, interativa e apropriada para a idade
2. Ser um "nativo digital" não garante fluência digital
Existe um mito de que os jovens, por terem nascido rodeados de tecnologia, dominam naturalmente o ambiente digital. Os dados mostram o contrário. A simples familiaridade com smartphones e redes sociais não se traduz em competência para usar essas ferramentas de forma crítica, segura e produtiva
A nova abordagem curricular parte dessa premissa, fundamentada por evidências alarmantes:
O Estudo Internacional de Alfabetização em Computação e Informação (ICILS) de 2023 revelou que mais da metade dos estudantes do 8º ano não consegue julgar a confiabilidade de fontes digitais
. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2022 associou o uso desregulado de dispositivos em sala de aula a piores resultados em leitura e matemática
.
Esses dados indicam que a familiaridade com tecnologia não se traduz automaticamente em competência digital: ela precisa ser ensinada, praticada e avaliada em contextos autênticos
3. É menos sobre ferramentas e mais sobre um novo jeito de resolver problemas
Enquanto o modelo antigo se preocupava com "qual software usar", a Educação Digital e Midiática se concentra em desenvolver uma nova capacidade de raciocínio. O eixo central dessa mudança é o Pensamento Computacional, que envolve a decomposição para dividir problemas complexos em partes menores
Essa não é uma habilidade útil apenas para programadores. É uma competência para a vida, que organiza o raciocínio e potencializa a resolução de desafios na matemática, na ciência, nas artes e no cotidiano
4. A Inteligência Artificial saiu da ficção científica e virou matéria escolar
A Inteligência Artificial (IA) não é mais um tópico futurista, mas uma realidade presente em nosso dia a dia — e agora, no currículo escolar
O currículo aborda o conhecimento em IA a partir de cinco dimensões essenciais:
Letramento em IA: Entender o que é a IA e reconhecer sua presença no cotidiano
. O papel dos dados: Compreender que a IA é alimentada por volumes massivos de dados
. Como a IA “pensa”: Explorar a lógica e o mecanismo de processamento das IAs
. IA e Sociedade: Discutir as profundas implicações sociais e éticas da tecnologia
. Criando com a IA: Experimentar e criar soluções usando ferramentas de IA como parceiras
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O foco é ensinar os alunos não apenas a obter respostas da IA, mas a questionar essas respostas, verificar a confiabilidade das fontes e analisar possíveis vieses
5. Ser cidadão no mundo digital agora é um direito humano (e está na lei).
Talvez a mudança mais profunda seja a elevação da Educação Digital de uma habilidade técnica para uma competência cívica
Essa visão é respaldada legalmente. A cidadania digital foi consolidada como um direito humano pela Resolução da ONU (2016), sendo considerada indispensável para garantir a liberdade de expressão e o acesso à informação
Dessa forma, a Educação Digital e Midiática forma estudantes capazes de atuar de forma ética, inclusiva e democrática na sociedade em rede, combatendo a desinformação e respeitando a diversidade
Preparando Cidadãos para o Futuro, Não Apenas Trabalhadores.
A grande virada da Educação Digital e Midiática é uma mudança de propósito. O objetivo final não é apenas preparar os estudantes para as profissões do futuro, mas formá-los integralmente como cidadãos do presente
Ao abandonar a antiga "aula de informática" e abraçar uma visão crítica, criativa e ética, a escola assume seu papel de formar pensadores capazes de usar a tecnologia para construir um mundo melhor, mais justo e mais humano
Se a escola agora ensina que a cidadania digital pode começar com uma brincadeira no pátio, como nós, fora de seus muros, podemos reforçar essa ideia de que tecnologia é, antes de tudo, sobre como pensamos e nos relacionamos?
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Como você tem trabalhado esses eixos na sua realidade escolar? Compartilhe nos comentários! Seria ótimo ouvir como você está aplicando essas novidades do Currículo Paulista.



Daí vem o meu projeto da pedagogia de pouco para muitos, onde a verdadeira aprendizagem sobre o digital começa no desplugado. O verdadeiro conhecimento sobre o digital esbarra na educação midiática. na segurança e no entendimento do pra quê, do porquê e como eu vou utilizar na minha vida. Assim, penso que, com esses e outros ntendimentos alinhamos um ser digitalmente responsável e crítico.
ResponderExcluirIsso mesmo, prof Andrea. A realidade da educação digital e midiática se tornou responsabilidade cívica. As escola precisam organizar os seus currículos com essa premissa. Parabéns pelo projeto.
ResponderExcluirEstamos juntos.
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