Além do Touch: Como criar pontes de conexões reais em um mundo de telas

Ser produtivo com o Google Workspace (ou qualquer outra ferramenta em época de internet, IA e tecnologias digitais) é libertador, mas o que fazemos com o tempo que a tecnologia nos devolve? Neste início de 2026, convido você a refletir sobre como o exemplo dos pais e educadores pode ser a chave para um uso mais consciente das telas em família.

Essa tem sido uma "briga" minha há muito tempo, mais especificamente, desde que começamos a trabalhar com mais formações utilizando a IA para auxiliar nos processos. E me chama MUITO atenção quando escuto assim: "com a IA trabalhando para nós, poderemos RENDER MAIS". E sim, escutei isso em VÁRIAS formações que dei. E eu sempre rebato, na mesma hora: não, com a IA trabalhando com a gente, teremos tempo para descansar - ou ainda, fazer a entrega com mais qualidade. 

Eu sei, é difícil pensar em ficar olhando para o nada, sair fazer coisas fora das telas. Isso que sou adulta e nem tenho filhos. Sempre me pego imaginando como é a loucura de ter que lidar com o acesso às telas das crianças e adolescentes se nem nós adultos queremos deixá-las de lado...

Por isso que a minha primeira publicação do ano não poderia ser diferente. 

Para começar, vamos levar em conta o seu momento, o agora: já se perguntou (verificou) quantas horas passa online e em quais plataformas, sites, espaços virtuais mais investe tempo? Se nunca se deu conta a respeito disso, indico fortemente que acesse a função Bem-estar do seu aparelho celular, e confira. Sério, as informações que tem lá nos surpreendem. 


Agora que você já se assustou com a quantidade de horas que passa online e como gasta o seu tempo, vamos aos hábitos que podemos ter para melhorar a nossa conexão com as pessoas indo além do touch, além das telas - indo para a #vidareal como costumo dizer.

1. Estipular tempo de tela e locais permitidos

Ter um tempo de tela máximo e ambientes autorizados na casa, faz toda a diferença. Por exemplo, não levar as telas para  cama nem para mesa das refeições. Isso quer dizer que nem os adultos responderão as mensagens urgentes de WhatsApp durante o almoço, nem as crianças e adolescentes ficarão "só mais 5 minutinhos" na tela par terminar o jogo. Quer ajuda com isso? Eu criei rotinas no meu celular, e às 22h30 ele começa a rotina da noite - reduz brilho de tela, desconecta o acesso às redes sociais e jogos, bloqueia a entrada de notificações (sim, é possível selecionar quais são os contatos que podem mandar mensagem/ligar a qualquer momento. E isso é libertador!).

2. Criar rotinas (tradições) da familia

Sabe aquele hábito, rotina só nosso? Pois é, essas rotinas da família ajudam MUITO a criar laços e também a não ficar só nas telas. Quer um exemplo? Ter o dia de fazer um bolo ou alguma comida que gostam juntos; dia da feira ou mercado; caminhada no final do dia (e vale aquela votla rápida no bairro, viu?); algum artesanato - minha mãe sempre gostou de bordar ponto cruz e nos ensinou. Isso ainda é um hábito na família, sentar e fazer artesantos juntos enquanto toma chimarrão; é da galera que gosta de esporte? Então encaixa um momento de esporte entre vocês com dia e horário, bem na pegada de compromisso mesmo.

3. Jogos de mesa

Criar jogos de mesa, compartilhar com as crianças e amigos os jogos estilo tabuleiro, são uma forma de criar laços, sair das telas e ainda - muitas vezes - aprender algo. Sou uma fã de carteirinha do tradicional War, General (jogo de dados), Dobble, Dig In, entre outros. Alguns desses tem jogos bem parecidos nas telas, o que facilita bastante migrar para a experiência para o jogo de mesa, pois já terão a memória do jogo mas agora com a experiência de ter mais pessoas da família compartilhando o momento. 

4. Criar na tela para ganhar tempo fora dela

OK, já deve estar pensando: como que uma publicação aqui no blog do GEG está falando para eu me DESCONECTAR das telas? O Google tá sabendo disso? Hehehe... Brincadeiras à parte, mas digo que o tempo e a qualidade de uso das tecnologias digitais tem sido reflexões cada vez mais frequentes entre nós educadores conectados (ainda bem!). Então, a tática está não em desconectar e não fazer mais nada online/digital, mas sim em entender o que preciso fazer, o que me ajudará a ter mais tempo de qualidade para mim. Eis alguns exemplos!

  • ter um (alguns!) GEM especializado para ajudar a organizar as missões do seu dia/profissão (como por exemplo, planos de aulas e adaptações escolares; organização da agenda pessoal; ideias de receitas com ingredientes que temos em casa; assistente pessoal, para ajudar com a lista de compras; É gratuito e dá para criar em poucos passos na sua conta do Gemini. Leia mais neste site como criar Gems personalizados;
  • usar a agenda Google, com notificações específicas. para registrar os compromissos com horarios inadiáveis e fixos. Isso ajuda a desconectar e não ficar o tempo inteiro buscando qual o compromisso do dia na conversa do whatsapp;
  • conhecer as ferramentas que uso e selecionar o que faz sentido é priomordial para não enlouquecer. Nao precisamos estar em todas as redes, ter todos os aplicativos e nem fazer download de tudo quanto é ferramenta que está em alta. 

E para fechar, vamos de checklist para criarmos mais conexões reais!

[ ] Estação de descanso: Definimos um local comum onde os celulares "dormem" à noite.
[ ] Zonas livres: À mesa (refeições) e nos quartos (antes de dormir), o foco é a conversa.
[ ] Pausa ativa: Para cada hora de tela, combinamos 20 minutos de atividade física ou criativa.
[ ] Curadoria em conjunto: Uma vez por semana, escolhemos um conteúdo para assistir ou jogar juntos, em vez de cada um em seu dispositivo.
[ ] Trocar produtividade por presença: Se a IA agilizou meu trabalho, esse tempo "ganho" pertence ao meu descanso e à minha família, não à próxima tarefa.

E aí, qual a sua dica para incoporar neste checklist?


Um abraço e até a próxima publicação!

Ana Laura Queiroz 

GEG Mentor LATAM e Líder GEG Joinville

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